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A escola do futuro não será só uma escola

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20.05.2026

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Daqui a cinco anos, metade dos cursos que hoje oferecemos poderão estar obsoletos. Esta afirmação pode parecer provocatória, mas talvez seja apenas realista. Foi essa a pergunta que colocámos no centro da conferência internacional “Future of Universities”, realizada na Nova SBE, perante líderes académicos, decisores públicos, gestores, empreendedores e estudantes.

A questão é simples, mas desconfortável: se o mundo muda mais depressa do que nos conseguimos adaptar, qual é ainda o papel das universidades? Durante demasiado tempo, organizámos a educação em torno de modelos de transmissão de conhecimento: o professor ensina, o aluno escuta e, no fim, uma avaliação mede. Este modelo está esgotado. O conhecimento está hoje disponível em abundância, em múltiplos formatos, cada vez mais personalizado e acessível. Há tecnologia e inteligência artificial (IA) capaz de nos explicar um determinado conceito a qualquer hora, com paciência infinita. Uma das promessas mais interessantes é a possibilidade de escalar o ideal do tutor pessoal, como referiu Pedro Santa Clara, Diretor da 42 e TUMO: um tutor socrático, adaptativo e que acompanha o progresso.

O desafio não é ensinar conteúdos. É formar pessoas capazes de pensar, escolher e agir num mundo saturado de informação. A IA tornou esta discussão inevitável. Como lembrou Francisco Veloso (INSEAD), a propósito do estudo de casos: “[...] como o conhecemos, morreu”. Um estudante pode hoje entregar um caso a um modelo de linguagem e chegar à aula com uma resposta aparentemente perfeita. Isto não significa o fim da aprendizagem. Significa que temos de reinventar a forma como........

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