Inteligência artificial: eficiência ou ilusão de produtividade?
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A inteligência artificial entrou definitivamente no léxico da gestão. Em poucos meses, passou de promessa tecnológica a prioridade estratégica, ocupando agendas de conselhos de administração e decisões de investimento. A questão já não é se as empresas devem adotar inteligência artificial, mas sim como e com que expectativas.
No entanto, no meio do entusiasmo, importa fazer uma distinção essencial: entre ganhos de eficiência e criação efetiva de valor. Grande parte das aplicações atuais, em particular os sistemas generativos, têm demonstrado ganhos evidentes de produtividade individual. Tarefas que antes exigiam horas podem agora ser realizadas em minutos. A produção de texto, código ou análise preliminar tornou-se mais rápida e acessível. Este impacto é real.
Mas eficiência não é sinónimo de vantagem competitiva. Se todos os agentes têm acesso às mesmas ferramentas, a redução de custos e o aumento de produtividade tendem a ser rapidamente absorvidos pelo mercado. O que hoje parece uma vantagem pode tornar-se, em pouco tempo, um novo padrão. A inteligência artificial pode, assim, acelerar um processo de “comoditização inteligente”: mais eficiência, mas não necessariamente mais diferenciação.
Mais relevante ainda é um efeito menos visível, mas potencialmente mais profundo, relacionado com a forma como aprendemos e acumulamos conhecimento. Um........
