Entre o populismo e a verdade
Há quem, na política, evite o confronto e se refugie no silêncio cobarde, a ver se passa entre os pingos da chuva. Para mal dos meus pecados, não sou um deles. Por deformação académica e, sobretudo, por convicção ideológica, acredito que as divergências políticas devem ser discutidas olhos nos olhos, com argumentos e factos. É por isso que não consigo ficar indiferente quando vejo a mentira, a suspeita e a estigmatização transformadas em instrumentos políticos.
Sei que este texto vai valer mais um ou outro vídeo inflamado do deputado do Chega eleito pela Madeira. Aquele que se apresenta como paladino da verdade, mas sobre o qual se vão conhecendo ligações políticas, alegadas falsidades no CV, nomeações polémicas, questões relacionadas com a utilização de recursos públicos e suspeitas de difamação, entre outras polémicas. E sei que também me irá valer mais umas quantas ofensas gratuitas feitas por anónimos cobardes nessas páginas de maledicência que abundam no nosso espaço virtual. Paciência. Quem escolhe o confronto político não pode depois exigir imunidade ao escrutínio, mesmo quando este é feito de forma torpe.
Vem isto a propósito do........
