IA — Vamos morrer todos!
Vamos aqui fazer um exercício de pensamento sobre os perigos da IA, basta olhar para algumas das previsões e discursos que envolvem esta tecnologia – especialmente os que despertam a nossa curiosidade com um título como o deste artigo - para perceber que o imaginário coletivo já construiu uma espécie de filme de ficção científica à volta do assunto: máquinas cada vez mais inteligentes, capazes de aprender, decidir e, um dia, talvez ultrapassar a inteligência humana, depois acabar connosco.
Que vamos morrer todos, é uma verdade absoluta. Mas não acredito que seja a IA (Inteligência Artificial) a provocar esse desfecho ou que estejamos perto do fim do mundo.
A ideia não é propriamente nova. Desde que começámos a imaginar máquinas inteligentes que existe a possibilidade — ou o medo — de um dia deixarem de obedecer aos humanos.
Agora, a conversa começa a ganhar uma nova dimensão quando entramos no território da Superinteligência (SI): uma inteligência artificial que ultrapassaria largamente as capacidades cognitivas humanas em praticamente todas as áreas e aqui entram conceitos como a Singularidade, o hipotético momento em que o desenvolvimento tecnológico atingiria um ponto de aceleração tão grande que as consequências seriam difíceis de prever – e talvez não estejamos muito longe desse tempo. É um cenário fascinante, mas assustador.
O maior perigo da Inteligência Artificial, pelo menos neste momento, não é pensar que a IA nos vai matar a todos, é não sabermos mais se aquilo que estamos a ver é verdadeiro.
A expressão “isso é IA” banalizou-se. Está em todo o lado, pela boca dos mais novos e dos mais velhos.
Uma fotografia estranha? “É IA.” Uma imagem demasiado........
