Chapa ganha, chapa gasta
O banco, a bomba, a farmácia, o supermercado, a oficina, a escola.
É por aqui que se some quase todo o dinheiro que ganha a esmagadora maioria dos trabalhadores em Portugal (Madeira, naturalmente, incluída). Os trocos que sobram ficam na padaria, no café e no tabaco.
Dirão os mais desafogados que não é bem assim. Que nunca se viu tanto pobre no restaurante. Que nunca se viajou tanto. Que há muita gente a gastar o que não tem em lojas e mordomias.
Talvez seja verdade. É verdade!
Mas essa realidade paralela não apaga o aperto em que vivem muitas famílias mergulhadas em dívidas de pagamento adiado, de sonhos riscados, de gastos modestos e de meses que acabam ao fim de duas semanas.
A pobreza mudou de retrato. Já não é pobre apenas aquele que usa calças com remendos, mãos encardidas, barrete de orelhas e ombros caídos. Já quase não há gente dessa.
Mas há pobres entre........
