Reforma tributária, juros altos e câmbio volátil: por que a gestão de caixa virou questão de sobrevivência para pequenas e médias empresas
As novas regras fiscais chegam ao mesmo tempo em que a Selic em dois dígitos e a volatilidade do dólar exigem dos empreendedores um olhar mais estratégico sobre fluxo de caixa, endividamento e oportunidades de hedge, sob risco de perder competitividade em um mercado cada vez mais desafiador.
As recentes alterações trazidas pela reforma tributária brasileira costumam ser debatidas como temas que afetam grandes companhias. Mas a verdade é que a nova arquitetura fiscal impõe desafios importantes justamente aos pequenos e médios empresários.
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E, de acordo com a especialista e consultora tributária do Grupo Studio, Maria Eduarda Pavan, o primeiro ponto de atenção está na tributação da renda da pessoa física. A Lei 15.270 de 2025 prevê um adicional de imposto de renda para quem receber acima de R$ 50 mil por mês. Esse cálculo considera praticamente toda a renda disponível do contribuinte, incluindo rendimentos e valores que muitos profissionais recebem por meio de seus próprios CNPJs, a título de distribuição de lucros e dividendos.
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Isso significa que o tema não diz respeito apenas a grandes executivos. Médicos, advogados, engenheiros e outros profissionais liberais que estruturaram suas atividades por meio de empresas, muitas vezes enquadradas na Lei Complementar 123 de 2006, que instituiu o Simples Nacional, podem passar a enfrentar uma carga tributária adicional quando transferirem esses recursos para a pessoa física.
Outro grande desafio citado pela especialista está na adaptação ao novo modelo de IVA dual brasileiro, formado pelo IBS e pela CBS. A lógica muda de forma significativa:........
