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Tropicalia: como um professor e seu melhor aluno venderam uma startup em pouco mais de um ano

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24.09.2026

Todo mundo tem um professor que marcou a própria vida. Às vezes para o bem, às vezes para o mal. Pode ser aquele que enxergou em você algo que nem você tinha percebido, ou aquele que, com uma única frase, fez você desistir de um caminho antes mesmo de tentar.Professores têm esse poder, e quase sempre descobrem isso tarde demais.Pois a história que quero contar hoje é sobre o lado bom dessa moeda. É a história de um professor que, em vez de fechar uma porta para o aluno, entregou a ele a chave do carro. E, alguns anos depois, a metade de uma empresa.

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A startup se chama Tropicalia e acaba de ser comprada pela Strattum, empresa de infraestrutura de dados liderada por Kadu Monguilhott.

Os fundadores são Arthur Guttilla e Leonardo Miranda. Antes de serem sócios, os dois foram, respectivamente, professor e aluno na Link School of Business, a mesma faculdade onde hoje também dou aula.

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A sala (que não era só) de aula

Em 2022, Arthur tinha 23 anos, trabalhava no Google e nunca tinha se imaginado como professor. Aceitou o convite da Link para dar aulas de tecnologia e encontrou Leo na turma.Em um relato publicado pelos próprios fundadores, Leo aparece como o melhor aluno de tecnologia da sala. Não porque falava mais alto ou brilhava nas apresentações. Era consistente, entregava o que prometia e era honesto quando não sabia alguma coisa.Arthur deu aula para ele por dois semestres seguidos.

E aqui está o primeiro detalhe que me chama atenção: dois semestres é pouco tempo para ensinar alguém a programar, mas é tempo suficiente para conhecer uma pessoa. Nesse intervalo, a relação deixou de ser só de professor e aluno e passou a ser de mentor e pupilo.O primeiro teste veio em 2023. Um amigo empreendedor pediu a Arthur a indicação de um aluno para trabalhar na Matrix/Cypher AI. O pedido tinha uma condição: alguém técnico, confiável e que não fizesse passar vergonha quem indicou. Arthur indicou um........

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