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Plataforma de engajamento Applause capta R$ 10 milhões com uma ideia antiga: vender sonhos

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Existe uma pergunta que, aos poucos, vai sumindo das nossas conversas: “qual é o seu sonho?”.Na infância, ela aparece em toda festa de família, quase sempre seguida de respostas grandiosas. Na vida adulta, vai sendo substituída por outra, mais prática: “com o que você trabalha?”. E, sem perceber, a gente passa a tratar a segunda resposta como se ela desse conta da primeira.

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No Brasil, aliás, sonho e trabalho costumam andar mais próximos do que se imagina. Na pesquisa GEM 2022, conduzida pelo Sebrae em parceria com a Anegepe, os dois sonhos mais citados pelos brasileiros foram viajar pelo Brasil, lembrado por 61%, e ter o próprio negócio, por 60%. Na edição de 2025, empreender voltou a ocupar o segundo lugar do ranking, citado por 40% da população adulta, atrás apenas da casa própria.Viajar e empreender. A história que quero contar hoje é a de alguém que nunca precisou escolher entre um e outro. Eduardo Rodrigues, o Edu, é cofundador e CEO da Applause, plataforma de incentivo e gamificação para times de vendas que acaba de captar R$ 10 milhões numa rodada liderada pela Primus Ventures, com participação dos fundadores da MadeiraMadeira e da Pipefy.Para entender o que a Applause vende de verdade, porém, é preciso voltar mais de vinte anos no tempo, até um ônibus cheio de estudantes a caminho do litoral do Paraná.

Ônibus, barco e prancha

No início dos anos 2000, Edu cursava turismo em Curitiba e tinha um sonho simples: viajar e surfar onde desse. Como dinheiro de estudante não leva ninguém muito longe, ele fez o que muita gente faz sem perceber que está empreendendo. Organizou uma viagem para os colegas da faculdade: ônibus até o litoral, barco até a Ilha do Mel, pousada na Praia Grande.Deu certo. E vieram outras.Ilha do Cardoso, novos picos de surfe, grupos cada vez maiores. A divulgação era no boca a boca e no panfleto. Até que, numa balada de Curitiba patrocinada por uma agência concorrente, um amigo distribuiu os flyers e o grupo foi colocado para fora pelos seguranças. Na sequência, os donos da agência avisaram que iam denunciá-los por operarem sem empresa.Edu não desistiu: encontrou uma agência parceira para dar estrutura às viagens e, em 2005, abriu a própria. Nascia a Welcome Trips.

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Um detalhe dessa fase ajuda a entender todo o resto da história: o público foi se........

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