O fim da informalidade nos carros seminovos
O mercado brasileiro de carros usados sempre operou em uma zona cinzenta bastante confortável.
O caderninho de anotações em cima da mesa, o livro de registro físico carimbado pela burocracia local, a confiança baseada no fio do bigode. Tudo isso tem data para acabar em exatos 90 dias
A publicação oficial da Resolução 1026/2026 pelo Conselho Nacional de Trânsito obriga as lojas independentes multimarcas a entrarem de vez no século XXI.
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Não é apenas uma atualização de sistema governamental para dar volume a diários oficiais. É uma barreira real de sobrevivência para milhares de pequenas revendas espalhadas pelas cidades brasileiras.
O que mudou de verdade
A nova resolução transforma o Registro Nacional de Veículos em Estoque, o já conhecido RENAVE, no único meio eletrônico legalmente admitido para o controle de entrada e saída de automóveis, substituindo de forma definitiva os antigos livros físicos.
Sai de cena a velha escrituração no papel sujo de graxa, e entra a rastreabilidade digital e criptografada.
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O presidente da FENAUTO, Éverton Fernandes, deixou o recado bem claro em seu recente pronunciamento institucional. O sistema, que durante muito tempo operou quase como um projeto piloto e opcional em alguns lugares, passa a ser a plataforma nacional obrigatória.
O verdadeiro mecanismo de estrangulamento, no entanto, reside no ecossistema de crédito. A regra altera de forma drástica e imediata as engrenagens de financiamento automotivo no Brasil.
Se o carro não estiver devidamente registrado e validado no estoque do lojista via RENAVE, o financiamento simplesmente não acontece.
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A norma proíbe taxativamente o apontamento de garantia se o veículo,........
