O dilema das montadoras tradicionais frente à invasão chinesa
A velocidade com que as montadoras chinesas ocuparam o mercado brasileiro de veículos elétricos e híbridos colocou a indústria tradicional em uma posição defensiva.
Empresas com décadas de atuação no país enfrentam um competidor que opera com custos de produção agressivos e ciclos de desenvolvimento extremamente rápidos. Para as marcas consolidadas, disputar espaço exclusivamente no varejo de concessionárias tornou-se um desafio complexo.
Inscreva-se gratuitamente na InfoMoney Premium, a newsletter que cabe no seu tempo e faz diferença no seu dia
Diante desse cenário, a sobrevivência das marcas tradicionais exige olhar para onde o volume real de transações acontece. No Brasil, o mercado automotivo movimenta cerca de 2,5 milhões de veículos novos por ano. No entanto, o varejo tradicional responde por apenas uma fração disso.
Continua depois da publicidade
Metade desse volume total é destinada a vendas corporativas (CNPJ), e a outra metade abastece as frotas das grandes locadoras, um setor concentrado principalmente em cinco grandes players nacionais.
O canal de escape do volume
Com as marcas chinesas focadas na expansão do varejo físico, as montadoras tradicionais encontram nas locadoras um mercado de aproximadamente 600 mil carros anuais.
Esse canal funciona como um amortecedor de capacidade produtiva, mas a entrada gradual dos novos competidores asiáticos nesse segmento já começou.
Continua depois da publicidade
Para reter esses grandes clientes corporativos, a estratégia mais viável para os fabricantes instalados é a venda com cláusula de buy back, ou seja, o compromisso de comprar o veículo de volta após o período de contrato por um valor preestabelecido.
Essa........
