A rede cresce mais rápido do que a capacidade de vender
Em 2009, meu pai já reclamava: “Eu ligo nas concessionárias para pedir uma cotação e ninguém me retorna”. A palavra lead ainda não era jargão. O cliente telefonava e esperava. Muitas vezes, em vão.
Dezessete anos depois, o contato ignorado já consumiu mídia digital e CRM. E quem atende precisa explicar um automóvel muito mais complexo.
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A rede física acelera. A FENABRAVE informa que o setor reúne 8.533 concessionárias e mais de 383 mil empregos diretos.
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A BYD, por exemplo, passou rapidamente para 200 lojas em 2025 e anunciou a intenção de chegar a 250. Cada ponto exige equipes de vendas, usados e pós-venda.
Capilaridade sem capacidade
O Brasil multiplica marcas e tecnologias mais rápido do que forma equipes.
O salão de vendas colapsou sob o peso do portfólio. SUVs e eletrificados disputam faixas de preço próximas, com telas, conectividade e sistemas de assistência semelhantes.
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Por baixo disso há diferenças importantes de arquitetura elétrica, consumo, autonomia, recarga, manutenção e valor residual.
Leia também: O dilema das montadoras tradicionais frente à invasão chinesa
O comprador de um veículo de R$ 250 mil precisa saber qual tecnologia combina com seu uso, quanto gastará e o........
