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Os “absolutistas da IA” estão comprando o esporte. E os Lakers são apenas o começo

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19.08.2026

O novo playground esportivo de Mark Cuban estará em Las Vegas a partir de 2028.

Por meio da Harbinger Sports Partners, o bilionário garantiu sua primeira entrada no beisebol ao adquirir uma participação minoritária, de valor não divulgado, no Las Vegas Athletics, franquia atualmente conhecida como Oakland Athletics.

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Anunciado sem muitos detalhes no fim de julho, o acordo faz parte do esforço da equipe para levantar US$ 550 milhões em investimentos destinados à construção de um estádio avaliado em US$ 2 bilhões na Las Vegas Strip.

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Fundado pela estrela do Shark Tank Rashaun L. Williams, o fundo de private equity Harbinger foi criado para atrair investidores interessados em exposição de longo prazo à propriedade de franquias esportivas profissionais.A troca da bola laranja pelo taco da MLB acontece 26 anos depois de Cuban comprar o Dallas Mavericks por US$ 285 milhões. A aquisição da franquia da NBA veio pouco tempo depois da venda da Broadcast.com para o Yahoo!, em 1999.No auge da bolha das empresas pontocom, Cuban recebeu US$ 5,7 bilhões pela companhia que ajudou a antecipar uma das maiores transformações da indústria de mídia. Criada em 1990, foi uma das primeiras de distribuição de conteúdo pela internet.Quase três décadas depois, o novo capítulo em Las Vegas, segundo o Yahoo Sports, é uma repetição de sua estratégia para o Mavericks na era “Esportes 2.0”.

Traduzido por Williams, o novo jargão aponta que essa fase será impulsionada pela inteligência artificial, direitos de mídia personalizados e novas ferramentas de engajamento digital capazes de transformar a forma como fãs consumirão esportes na próxima década.Cuban atravessou com sucesso o colapso da bolha da internet e se tornou novamente um investidor relevante na próxima grande ruptura tecnológica. Desde 2019, ele aportou mais de US$ 100 milhões em quatro startups de inteligência artificial.“Se você não entende de IA, é como alguém em 1999 dizendo: ‘Tenho certeza de que essa coisa da internet vai dar certo, mas não me importo’”, afirmou Cuban durante a CES de 2020.No contexto da venda surpreendente do Los Angeles Lakers na última quinta-feira, Cuban aparece como o personagem ideal. Sua trajetória combina a ascensão da internet, a transformação do esporte em ativo financeiro e a nova fronteira da inteligência artificial, ajudando a explicar por que o Sportico crava que a operação está relacionada a uma aposta massiva na disrupção da IA.Como bem escreveu o jornalista Eben Novy-Williams, as vendas de equipes esportivas costumam refletir o que está acontecendo na economia em geral.Nas últimas décadas, diferentes grupos de bilionários encontraram no esporte uma forma de consolidar patrimônio e influência.

Primeiro vieram os empreendedores da internet durante a era das pontocom. Depois, os grandes nomes do mercado imobiliário. Mais recentemente, os investidores de private equity, fundos de hedge e mercados financeiros.Agora, parece que chegou a vez dos “absolutistas da IA.”

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O bilionário da IA que encontrou valor no esporte

A trama que pegou o mercado desprevenido envolve dois compradores improváveis para uma franquia, agora, avaliada em US$ 12,5 bilhões: Joshua Kushner e Bob Iger, ex-CEO da Disney.Do outro lado está Mark Walter, que vendeu os Lakers menos de um ano depois de adquirir a franquia por US$ 10 bilhões.

Segundo Bloomberg e Financial Times, a decisão pode estar relacionada à necessidade de levantar recursos para quitar empréstimos ligados às seguradoras controladas por Walter antes de uma eventual revisão negativa de sua classificação de crédito.Kushner, que deve se tornar o proprietário controlador mais jovem da NBA, construiu sua reputação no mercado financeiro........

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