Milano Cortina 2026 e o precedente dos direitos autorais na era do conteúdo infinito
O remix original de “Minions Bounce” foi publicado pelo DJ e produtor Juan Alcaraz no SoundCloud há dez anos. Desde então, ultrapassou 1 milhão de plays na plataforma de publicação de áudio, que funciona como rede de nicho e vitrine para produtores independentes.
Uma outra versão da faixa foi escolhida pelo patinador artístico espanhol Tomas-Llorenc Guarino Sabate para sua apresentação nos Jogos Olímpicos de Inverno. Desde 6 de fevereiro, quando um vídeo de 45 segundos foi publicado pelo atleta e pelo Comitê Olímpico, já são mais de 2,6 milhões de visualizações.
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É esse salto de exposição que James Healy, da Universal Music Group, tinha em mente ao confirmar um acordo que concede aos atletas acesso ao catálogo da UMG para rotinas esportivas. O anúncio foi feito no dia 11, uma semana depois de o atleta espanhol quase ter sua exibição inviabilizada por entraves de direitos autorais.
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A história viralizou nas redes sociais impulsionada pelo apelo feito por Sabate. Alcaraz, que já havia licenciado o tema dos Minions, entrou em contato com o atleta para ajudá-lo a resolver o impasse. Pharrell Williams e a Universal Studios, que compuseram parte da música usada pelo espanhol, estavam na equação.
O campeão espanhol é apenas um entre mais de 150 milhões de atletas que participam de esportes coreografados no mundo. Para a UMG e a ClicknClear, plataforma de tecnologia especializada em direitos, isso representa uma demanda multibilionária por licenciamento de música.
O documento “IOC Social and Digital Media Guidelines Milano Cortina 2026” permite que atletas compartilhem gravações de áudio e vídeo dos locais de competição em contas pessoais. E o alcance dessa diretriz ganhou nova dimensão.
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