A Netflix e o dilema da incrementalidade
Durante a teleconferência de resultados da Netflix, Ted Sarandos disse que podcasts em vídeo são “definitivamente incrementais”, enquanto a empresa passou a reforçar ao mercado uma nova definição de engajamento baseada em “qualidade, variedade e quantidade”.
Para Hernan Lopez, investidores tentam entender se a Netflix consegue reacelerar receita a partir de uma série de movimentos incrementais, incluindo podcasts em vídeo, conteúdo ao vivo, ajustes de preço, testes gratuitos e uma possível evolução para uma plataforma que agregue outros serviços.
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A pergunta que surge, segundo o analista, é sobre a capacidade desses movimentos de criar uma nova camada de crescimento: a incrementalidade.
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Leia mais: A próxima Netflix exige revisitar uma decisão de 2007 (Parte 1)
Os títulos originais Netflix ficaram abaixo de 50% das horas de exibição no primeiro semestre de 2026.
Nos últimos 12 meses, segundo o Streamonomics, a companhia adicionou mais títulos licenciados novos do que no passado, enquanto os gastos com esse tipo de conteúdo cresceram mais rapidamente do que os investimentos em produções próprias.
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Essa mudança é relevante porque amplia a definição do que a Netflix considera como conteúdo estratégico.
A companhia começa a incorporar formatos e propriedades que nasceram fora da lógica tradicional de Hollywood, aproximando-se de territórios dominados por criadores.
O caso de Ms. Rachel é um dos símbolos dessa mudança.
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