A Copa revelou um terceiro caminho para a mídia esportiva brasileira
Pouco mais de um mês depois da apresentação oficial do novo projeto da N Sports, em junho do ano passado, André Barros, um dos sócios e Co-CEO da operação, teve uma reunião com a FIFA.
À primeira vista, o encontro servia para apresentar à entidade a plataforma digital que surgia sob o conceito de uma narrativa multigeracional.
Naquele julho, o primeiro Mundial de Clubes realizado nos Estados Unidos acontecia com transmissões na TV aberta e no YouTube. O torneio marcou também a primeira disputa pública entre Globo e CazéTV, com os números de audiência e os métodos de medição no centro da discussão.
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Era nesse ambiente que a N Sports buscava ocupar um espaço intermediário entre a televisão tradicional e a nova mídia, combinando distribuição, esporte e entretenimento para dialogar com diferentes gerações.
A aproximação com a FIFA foi intermediada pelo ex-jogador Kaká, amigo de longa data de Barros.
“Trabalho com esportes há 20 anos. E não envolve só dinheiro, tem um fator de relacionamento fundamental.
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Faço um paralelo com a LiveMode. Sérgio (Lopes) e Edgard (Diniz) (fundadores da empresa) são bem relacionados com os grandes players do mercado.”
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Durante as conversas para estreitar os laços com a entidade, surgiu uma informação que mudaria o rumo do projeto: um dos detentores dos direitos abriria um pacote de sublicenciamento. A partir dali, Barros foi direcionado à LiveMode.
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A relação com a dona da CazéTV não seria um obstáculo. Barros havia sido um dos fundadores do Desimpedidos, incorporado pela N Sports no segundo semestre de 2025.
Em 2018, o canal pioneiro no formato de sportainment no Brasil coproduziu conteúdos com o Esporte Interativo, criado por Lopes e Diniz.
Foi naquele momento que Fred, uma das principais figuras do projeto, deixava o ambiente do YouTube para aparecer na televisão pela primeira vez.
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A primeira proposta envolvia 54 jogos que não seriam exibidos pela Globo. Os valores, porém, eram considerados altos demais para caber no modelo de inventário publicitário digital.
Após uma renegociação, chegou-se a um pacote de 32 partidas, com um jogo por dia, seguindo a lógica da grade da Globo.
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O próximo desafio era definir onde esses duelos seriam transmitidos.
Com o ambiente digital ocupado pela exclusividade da CazéTV, Barros buscou a televisão aberta. A solução encontrada foi um modelo de consórcio. Depois de conversas com dois players, o SBT foi escolhido.
“O SBT tem um fio de narrativa que conecta com o que estávamos colocando para a N Sports, que é o entretenimento. Por mais que sejamos esportes, vemos como um meio e não um fim.
E, como eles não são nativos de esportes, seria uma oportunidade de gerar uma conversa que manteria a audiência conectada além dos 90 minutos.”
A melhor performance do SBT veio justamente nas transmissões pós-jogo, que registraram média de 8,48 pontos. As partidas da Copa tiveram média de 7,2 pontos na Grande São Paulo.
Os resultados, segundo informações divulgadas pela imprensa especializada nas últimas semanas, fizeram a emissora avaliar novos investimentos em programação esportiva, incluindo uma possível entrada mais agressiva........
