Moraes é o grande derrotado nas eleições deste domingo
As urnas falaram, e falaram alto. Não foi sussurro de pesquisa encomendada, nem recado de editorial da imprensa, nem sentença de toga. Foi o eleitor, de carne e osso, os milhões de “pequenos tiranos” carimbando nas seções o que o sistema inteiro tentou impedir. A direita já sai do primeiro turno com governadores eleitos em praças que o establishment jurava ter sob controle: Tarcísio de Freitas reeleito em São Paulo com folga humilhante, Zucco no Rio Grande do Sul, Jorginho Mello em Santa Catarina, Cleitinho em Minas, Moro no Paraná, Marcos Rogério em Rondônia, Arthur Henrique em Roraima. O mapa não ficou vermelho. Ficou azul, e de um azul que não pede licença.
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A surpresa da noite, porém, tem CEP no Rio de Janeiro. Douglas Ruas, do PL, aquele que as pesquisas tratavam como figurante, encostou no limiar da vitória no primeiro turno e deixou Eduardo Paes, o prefeito eterno, o candidato do consórcio, o homem de todas as alianças, correndo atrás do prejuízo. O Rio do Centrão fisiológico deu um tapa na mesa. Quem apostou na continuidade do mesmo de sempre levou o troco na urna. Não foi acidente. Foi recado. Há esperanças!
Do outro lado da trincheira, a degola foi cirúrgica. O eleitor decidiu aposentar uma galeria que se achava vitalícia. Renan Calheiros, o eterno dono do Senado alagoano, o homem que sobreviveu a tudo menos ao cansaço do povo. Manuela D’Ávila, a eterna promessa que nunca entregou mandato à altura do marketing. Soraya........
