Gazeta 107 anos: a coragem de fazer o que é direito
“Audaces fortuna iuvat.” (A sorte favorece os audazes)
(Virgílio, Eneida)
1- Nesta semana, a Gazeta do Povo completou 107 anos. Em 3 de fevereiro de 1919, o mundo ainda cheirava a pólvora e gás venenoso, encerrado o maior e mais cruel conflito até então conhecido pelo homem. Mal se fez o armistício, a humanidade enfrentaria a terrível gripe espanhola, que igualmente causou milhões de mortos. Pouco antes, Nossa Senhora havia aparecido a três crianças portuguesas para anunciar tempos ainda mais difíceis, e a Rússia iniciava o pesadelo revolucionário, tornando-se o primeiro Estado socialista da história.
Durante os últimos 107 anos, vivemos o tempo dos totalitarismos, dos genocídios e da Guerra Fria. De Stálin e Hitler. De Mao e Pol Pot. Do Holocausto e do Holodomor. De Auschwitz e do Gulag. Das grandes fomes e dos grandes avanços científicos. Da conquista do espaço e do vazio materialista. Do globalismo e do terrorismo. No Brasil, passamos por ditaduras positivistas, crises econômicas e desilusões democráticas. Em meio a tantos dramas e desafios, a Gazeta seguiu cumprindo a sua vocação: informar com coragem e independência.
A longevidade de um jornal se deve a essa coragem de fazer o que é direito e resistir àqueles que tentaram — e tentam até hoje — entortar a realidade. Completar 107 anos, bem mais que um simples registro de calendário, é o triunfo da permanência: o jornal fala com a autoridade de quem viu muitas certezas caírem, enquanto permanecia em pé. A Gazeta sobreviveu porque teve a coragem de fazer o que é direito.
2- E foi dentro desse espírito que o presidente da Gazeta, Guilherme Cunha Pereira, fez um........
