Enviem a conta da tarifa de Trump às ONGs “bem intencionadas”
O pretexto para a tarifa adicional de 12,5% imposta pelo governo de Donald Trump ao Brasil, a existência de trabalho escravo e desmatamento como condições favoráveis à produção agropecuária do país, é claramente absurdo. Não que os problemas inexistam, mas nem de longe têm a dimensão atribuída pelos EUA e, de resto, encontram-se em franco declínio.
Todavia, trata-se de uma arbitrariedade sustentada por argumentos que, nas últimas décadas, têm sido proporcionados por sucessivos governos brasileiros que acolheram acriticamente uma agenda intervencionista externa baseada na instrumentalização política de pautas de grande apelo público e propagandístico, em especial, a “proteção” do meio ambiente e das comunidades indígenas e a promoção do “identitarismo”, dos “direitos humanos”, da “democracia” e do desarmamento civil (as aspas são indispensáveis).
Com base nelas, ditadas a partir de potências hegemônicas como os próprios EUA, Reino Unido e outras, países em desenvolvimento como o Brasil têm sido enquadrados em agendas políticas que, apesar de serem comumente contrárias aos seus interesses, têm influenciado grandemente as suas políticas públicas.
Nesses países, em geral, elas são promovidas por vastas redes de organizações não governamentais (ONGs), quase invariavelmente muito bem financiadas por agências governamentais, fundações privadas e ONGs de grande porte das potências hegemônicas.
Tais ONGs 'ativistas' formam um verdadeiro exército irregular de interferência em políticas públicas
Tais ONGs 'ativistas'........
