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A roupa nova do Rei Alexandre

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28.02.2026

O rei Alexandre de Moraes I já frequentou capas de revista sendo chamado de “A Muralha”. A revista o descreveu como “dono de um estilo impetuoso”. Imagine um juiz de futebol que seja “dono de um estilo impetuoso” e entenderemos o problema. Ímpeto não é exatamente o que se espera de um juiz. Um promotor ou advogado pode ser impetuoso. Um atacante, ou mesmo um goleiro. De um juiz exige-se o oposto.

Mesmo assim, a revista não teve pejo em chamá-lo de “A Muralha”. Muralha que protege o quê? Para a revista, é aquela lenga-lenga de achar que advogados indicados por PT, PSDB e MDB a um tribunal, para defender os próprios partidos, sejam a própria democracia encarnada. Para seres humanos com um pouco mais de cérebro, só este arranjo já é uma confissão do problema do micro e macropoder brasileiro.

Outra revista já chamou o rei Alexandre de Moraes I de “o fiador da democracia”. Se é apenas um juiz entre 11, por que ele seria o fiador? Se a resposta é “por combater o Bolsonaro”, esta não é a função de juiz – ainda mais inventando crimes de estro próprio, conduzindo processos, criando inquéritos infinitos e atuando como… parte no processo. O que é a própria definição de golpe contra a democracia.

Se a resposta for outra… bem, não há muita explicação para a escolha. Qualquer pessoa seria melhor para ser “fiadora da democracia”. Alguém que invente uma auditoria para votos, por exemplo. Ou um diretor-geral da PRF que tenha feito blitz para evitar compra de votos no dia do pleito (mas este foi preso pelo Rei Alexandre de........

© Gazeta do Povo