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Quando o Estado não atrapalha: o que as pradarias americanas ensinam ao agro do Brasil

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18.06.2026

Escrevo este artigo enquanto percorro as pradarias de Illinois em direção a Michigan, uma das regiões agrícolas mais produtivas dos Estados Unidos. Aqui fica evidente uma grande lição para o Brasil: são dois países e duas maneiras completamente diferentes de tratar o campo.

Por todos os lados, vejo lavouras, silos, cooperativas e máquinas modernas. O produtor americano enfrenta as variações do clima, dos preços e dos custos, assim como o brasileiro. A diferença está no ambiente criado pelo governo.E as diferenças são gritantes.

Em Illinois, o E85, combustível composto majoritariamente por etanol, é isento do imposto sobre vendas. No Brasil, justamente o país que se apresenta como potência dos biocombustíveis, a tributação sobre o etanol pode se aproximar de 20%, dependendo do estado.

Aqui, o governo estimula o combustível renovável produzido pelo agricultor. No Brasil, faz discursos ambientais, mas tributa a energia limpa e subsidia o combustível fóssil.

No seguro rural, o contraste é ainda mais constrangedor. Nos Estados Unidos, mais de 90% das áreas de milho e soja estão protegidas. No Brasil, apenas cerca de 3,3% da área plantada conta com seguro.

Não custa lembrar que os Estados Unidos também não possuem um equivalente ao Código Florestal brasileiro. Existem regras ambientais, evidentemente, mas não há uma obrigação geral de retirar 20%, 35% ou até........

© Gazeta do Povo