Picanha e futebol: o uso político da Copa do Mundo
O PT lançou a campanha “Lula joga pelo Brasil”, baseada na Copa do Mundo. O jingle fala da tal “soberania”, mostra o Pix, o Desenrola Brasil, o fim da escala 6x1, a “CNH do Brasil”, a luta pela democracia e pelo povo. A Lei Pelé, de 1998, já usava o esporte para falar de soberania e de identidade nacional.
É um clássico: todos os governantes do mundo surfam a onda do esporte, que faz parte do chamado soft power, junto com a cultura, o turismo e outras características.
O pioneiro no uso político do esporte talvez tenha sido Benito Mussolini, que transformou a Copa de 1934 em um evento de propaganda fascista. Getúlio Vargas também começou a usar a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) como arma política. Na Copa de 1970, o ditador Emílio Garrastazu Médici comentou o tricampeonato brasileiro dizendo que “’eu identifico essa vitória obtida na fraternidade da boa prática desportiva com a ressurreição da fé em nosso desenvolvimento nacional”.
Antes disso, em 1961, Jânio Quadros havia declarado que Pelé era “patrimônio nacional não exportável”. Pouco mais de dez anos atrás, quando o Barcelona quis comprar Neymar, que jogava no Santos, alguns tentaram nos convencer de que o jogador tinha de ficar aqui, e que tínhamos de pagar para compensar o salário maior que ele receberia na Espanha. Por sorte, não colou!
Vários países usam o futebol para melhorar sua imagem internacional, no chamado........
