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Líderes da IA querem abrandar. A União Europeia e as potências médias devem assumir a liderança

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16.02.2026

No dia 22 de janeiro, em Davos, Dario Amodei, da Anthropic, e Demis Hassabis, da Google DeepMind, fizeram uma admissão surpreendente. Quando lhe perguntaram se aceitariam de bom grado desacelerar o desenvolvimento da IA, ambos disseram que sim. “Talvez fosse bom haver um ritmo um pouco mais lento”, disse Hassabis, “para que possamos fazer socialmente alguns acertos”. Amodei concordou: “Também preferia assim. Acho que seria melhor para o mundo”.

Mas havia um senão. Essa restrição exigiria uma “colaboração internacional”, disse Hassabis. Amodei foi mais direto: “É muito difícil chegar a um acordo aplicável em que eles diminuam o ritmo e nós também o façamos”. Tínhamos assim dois dos executivos mais poderosos do mundo da área da tecnologia a admitir abertamente que estão presos numa corrida que nenhum deles escolheu e da qual nenhum pode escapar sozinho.

Esta situação deve ser um motivo de preocupação para todos nós. As pessoas que estão a construir aquela que se pode tornar a tecnologia mais importante da história da humanidade estão a pedir ajuda publicamente e ninguém está a responder. Os EUA, consumidos pela competição entre grandes potências com a China, não estão dispostos a discutir restrições. A China, por sua vez, não está disposta a seguir as orientações de Washington. As superpotências estão num........

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