Guess who’s back? God’s back, tell a friend
Falta pouco para a primeira volta das eleições presidenciais no Brasil e o mais provável é que tenhamos segundo turno no dia 25 de outubro. É verdade, vai mesmo colar com as eleições legislativas israelitas de dia 27 desse mês e com as intercalares dos EUA que acontecem na terça-feira seguinte, 3 de novembro. Teremos o fim ou renovação do terceiro mandato presidencial de Lula, a terça-feira eleitoral de Bibi Netanyahu e a outra terça, dia três, de teste ao trumpismo e ao Partido Republicano.
«Pedro negou outra vez, e nesse instante cantou o galo» (João 18:27). Foram três vezes, como sabe. «Mas Deus ressuscitou-o ao terceiro dia e fez com que aparecesse vivo» (Atos dos Apóstolos 10:40). Jesus Cristo, ao terceiro dia. «Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos. Batizem-nos em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Mateus 28:19). A Santíssima Trindade. O leitor já percebeu onde quero chegar, certamente.
Não, não é a simbologia religiosa do número três que me interessa aqui, embora seja curiosa. O que quero sublinhar é que estas eleições, todas elas, estão impregnadas de elementos religiosos, sobretudo judaico-cristãos, e o leitor não está preparado para isso. Quer seja na versão apocalíptica, no sentido israelita; identitária, no caso brasileiro; ou geopolítica do sagrado, no caso dos EUA, garanto-lhe que não está preparado.
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