Ceuta - o que ainda não se ouviu
Os cidadãos europeus já esqueceram as diversas guerras nos Balcãs que provocaram milhares de mortos, migrações e separação de muitas famílias. Os conflitos étnicos assaltaram comunidades que se viram sufocadas durante o regime comunista, os nacionalismos não foram eliminados, antes encaixotados pela política de Tito.
Os nacionalismos, o racismo e a xenofobia estão por toda a parte no espaço da União Europeia (UE) e recrudesceram nas primeiras décadas deste século.
O processo de industrialização europeu, sequente à II Grande Guerra, fez circular milhões de pessoas na Europa e recebeu muitos outros milhões vindos do mundo árabe. Não se mostrou realizável a integração da maior parte desses imigrantes, os grandes países falharam.
Falharam, ainda, na forma como trataram as faixas mais desfavorecidas de nacionais, como fizeram o desmame industrial provocado pela globalização. Não há conservadores, sociais democratas ou liberais que tenham uma folha de serviços decente nesta matéria.
Chegamos a um tempo em que a falta de integração, a marginalidade e, a incompatibilidade de culturas e de tradições estão a criar um gravíssimo problema, talvez o maior de todos os que a UE viveu desde a sua fundação.
A Europa não pode continuar a ser um espaço de portas abertas com a justificação ingénua de “defesa dos direitos humanos”. Quase todos os países já entenderam isso.
Os socialistas europeus do centro e sul, implicados por uma leitura mais radical, têm olhado para a imigração de uma forma que está a afastar os cidadãos. A sua posição é muito diferente dos sociais democratas austríacos ou dinamarqueses, distante da linha........
