Reabilitação precoce em ortopedia
Durante muitos anos, a ortopedia foi construída sobre um princípio quase absoluto: repouso. Após uma fratura, cirurgia ou lesão ligamentar, a lógica parecia simples — quanto menos o paciente movimentasse a região afetada, melhor seria a cicatrização. Hoje, entretanto, essa visão vem sendo progressivamente questionada. A medicina moderna passou a compreender que o excesso de proteção também cobra um preço importante. Rigidez articular, perda muscular acelerada, trombose, atraso funcional e dor persistente são apenas algumas das consequências associadas à imobilização prolongada.
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É nesse contexto que a chamada reabilitação precoce ganhou protagonismo na ortopedia contemporânea. O conceito não significa simplesmente “liberar tudo mais cedo”, como muitas vezes é interpretado de maneira equivocada. Trata-se de um processo estruturado, baseado em biomecânica, estabilidade da lesão, qualidade da fixação e resposta biológica dos tecidos. O objetivo é estimular movimento e função de maneira segura e progressiva, respeitando a cicatrização, mas evitando os danos provocados pelo desuso.
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Na musculatura, por exemplo, os efeitos da imobilização aparecem rapidamente. Estudos mostram perda significativa de massa e força já nos primeiros dias após a restrição completa de movimento. Em idosos, isso pode ser ainda........
