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Metas sobrevivem ao carnaval?

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21.02.2026

Todo início de ano no Brasil tem um prólogo curioso. Janeiro começa cheio de promessas, listas, aplicativos novos, planos de treino, metas financeiras, reorganização alimentar. Fevereiro chega embalado pelo carnaval, com sua lógica própria de suspensão da rotina. E, quando março finalmente se instala, vem a sensação coletiva de que “agora o ano começa de verdade”.

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Carnaval é maratona, não tiro curto

O excesso de motivação também machuca

Janeiro não é recomeço. É retomada

A pergunta que raramente fazemos é simples: as metas sobreviveram até aqui?

Existe algo muito humano na necessidade de marcar recomeços. O calendário oferece essa ilusão confortável de página em branco. O problema é que o corpo não reconhece datas simbólicas. Ele reconhece hábitos. Reconhece repetição. Reconhece consistência. E metas que dependem apenas de entusiasmo têm vida curta.

Janeiro é o mês da empolgação. Planilhas são montadas, tênis novos são comprados, matrículas são feitas. O discurso é sempre intenso: agora vai, dessa vez é diferente, este é o ano da virada. O entusiasmo tem um efeito poderoso, mas também instável. Ele se alimenta de novidade. Quando a novidade vira rotina, a motivação diminui. E é nesse ponto que muitas metas começam a desmoronar.

O carnaval entra como divisor simbólico. Ele não é o vilão da história, mas funciona como um teste de consistência. A rotina muda, o sono desregula, a alimentação oscila, o........

© Estado de Minas