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O inevitável erro

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26.09.2026

No princípio, somos corpo natural, sem marcas. Nossa chegada ao mundo, o primeiro oxigênio inspirado, o choro, a experiência inaugural de existir fora da proteção do corpo materno, do conforto da placenta onde amadurecemos para enfrentar a vida – serão esses os nossos melhores dias?Nascemos errantes. Ignoramos tudo. Prematuros, incapazes da sobrevivência. Animais sem instinto, fora da natureza. Seres de linguagem. Dependentes, tememos o desamparo e precisamos de cuidadores por anos, até conseguirmos alguma autonomia. E, mesmo depois de atingi-la, ainda assim, nunca saberemos tudo.

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Sem instintos que nos apontem como viver e, já adultos, restos de desamparo permanecem. Aprendemos com os erros. Por cada ação, pelo resto da vida, faremos escolhas, sem certezas absolutas, por mais que acreditemos o contrário.

Quantos acreditam demais nas certezas e, por isso mesmo, se equivocam? Como disse antes, somos errantes, e cada passo tem consequências. Podemos escolher por nós ou, mais generosos, pensar no futuro da coletividade. Nos que sofrem, menos favorecidos, nos........

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