menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Paternidade: por que empresas estão estendendo a licença de seus executivos

31 0
25.08.2026

O técnico do Gotham FC, Juan Carlos Amorós, tirou cinco semanas de licença-paternidade no meio da temporada. E isso é interessante justamente porque ele ocupa uma função em que normalmente existiria o argumento pronto: "eu não posso sair agora, o time precisa de mim."

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Esse movimento não é isolado. A Diageo, por exemplo, já saiu na frente da legislação e oferece 180 dias de licença desde 2019, independentemente do gênero de quem se torna pai ou mãe.

E é exatamente por isso que esse tema deveria estar na mesa do CEO como uma questão de negócio e não, sendo uma pauta cuidada somente pelo RH como mais um item de bem-estar. Essa pauta recai diretamente sobre performance, entrega, cultura e resultado final de um negócio. Afinal de contas, uma licença-paternidade estendida pode mostrar para você que a sua empresa depende única e exclusivamente de uma única pessoa na sua empresa. Ainda, essa pauta faz com que o negócio forme gestores mais preparados para delegar e confiar em quem está ao redor. Amadurece a cultura organizacional, tornando-a mais igualitária e menos dependente de discursos institucionais. Avança a pauta de equidade de gênero dentro das empresas, ao tirar da mulher o peso de ser a única a "pagar o preço" da parentalidade na carreira. E fortalece a forma como essas empresas são percebidas por quem está de fora: do talento executivo que decide onde quer trabalhar, ao mercado como um todo.

A LICENÇA-PATERNIDADE É UM TESTE DE LIDERANÇA

Existe uma frase clássica: "não posso ficar 2 meses fora, a empresa precisa de mim." E dessa frase nasce........

© Estado de Minas