Cármen, Dino e Messias pautam agenda do Supremo e ofuscam o caso Master
Uma sequência de movimentos no Supremo Tribunal Federal (STF), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Senado, embora aparentemente desconectados, revela uma engrenagem institucional em pleno funcionamento sob tensão. A reorganização da agenda política deixou em segundo plano o explosivo caso do Banco Master, que gerou grande constrangimento para o ministro Alexandre de Moraes.
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O primeiro fato relevante foi protagonizado pela ministra Cármen Lúcia, que anunciou a antecipação de sua saída da presidência do TSE para 14 de abril. O gesto, justificado como medida administrativa para permitir melhor preparação das eleições, tem implicações políticas evidentes. Ao abrir espaço para Nunes Marques assumir a presidência da Corte eleitoral, consolida-se uma inflexão no comando do processo eleitoral de 2026, com a presença de nomes indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em posições-chave — incluindo André Mendonça. Trata-se de uma mudança silenciosa, mas estratégica, no equilíbrio de forças institucionais que conduzirão o pleito.
Paralelamente, o STF mergulhou em uma crise federativa e institucional de grande complexidade ao analisar o caso da sucessão do governo do Rio de Janeiro, após a renúncia de Cláudio Castro e a desorganização completa da linha sucessória estadual. O julgamento caminhava para consolidar maioria (4 a 1) favorável à realização de........
