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O vizinho que pensa diferente

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26.10.2026

Todos os dias, no prédio em que eu moro, nos damos bom dia, sorrimos uns para os outros e, rotineiramente, ajudamos com as compras ou seguramos a portado elevador. Fazemos isso de modo amistoso e sem apresentar nossas convicções pessoais ou questionar a opção filosófica ou religiosa de ninguém. A convivência genuína acontece antes que saibamos o que cada um pensa sobre o mundo.

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Há algumas semanas, uma discussão no grupo de WhatsApp do condomínio me fez pensar sobre isso. No grupo virtual, por certo, estão as mesmas pessoas com as quais cruzamos nos espaços comuns, mas que, diante de uma divergência,parecem ter certa dificuldade para manter a cordialidade rotineira do elevador. Me manifestei no sentido de que somos vizinhos e, assim, os primeiros a se socorrerem mutuamente, e que isso deve ser mais relevante que opções que, em última instância, dizem respeito ao modo como cada pessoa deseja........

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