O preço dos jardins
Por Luciano Alvarenga *
O futebol é uma metáfora da vida, escreveu Rubem Alves. Ele conserva algo de imprevisível, de saboroso e artístico, apesar de tantas coisas que o tem desencantado ao longo dos anos.
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O futebol perdeu sua magia, dizia Eduardo Galeano, quando as camisetas dos clubes passaram a estampar marcas comerciais. Hoje, são tantos os anúncios que os próprios símbolos e cores tradicionais das agremiações se perdem em meio às propagandas.
Até os campeonatos e copas, aliás, têm seus nomes acompanhados por anúncios. “Compre, consuma, aposte!”. Este é o lema de nossos tempos, dos gramados à vida.
Vivemos num mundo em que tudo é passível de redução ao valor econômico. Nem mesmo as serras, estruturas naturais dos mais belos jardins de Minas Gerais, forjadas na paciente cadência da evolução geológica e símbolos primeiros de nossa identidade serrana, escapam dessa lógica.
Ainda assim, porém, o futebol é capaz de nos surpreender. Quem imaginaria um Lanús, uma modesta “equipe de bairro”, derrotar o Atlético de Lourdes – também um clube de bairro em Belo Horizonte,........
