Proteção Veicular no Brasil: nova regulamentação não elimina riscos
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Seguro de carro sempre foi caro no Brasil. Para muita gente, simplesmente não cabe no orçamento. Em alguns casos, a seguradora nem aceita o perfil do motorista ou o bairro onde ele mora. Esse cenário abriu espaço para a proteção veicular crescer.
Mensalidade menor, menos burocracia e mais acesso para quem ficava de fora do mercado tradicional. Milhares de motoristas aderiram. O setor cresceu rápido, principalmente entre donos de carros mais antigos e moradores de áreas com maior índice de roubo.
O problema é que esse crescimento aconteceu por muito tempo sem regras claras. Não era seguro, mas também não era proibido. Funcionava numa espécie de zona cinzenta que gerava dúvida para o consumidor.
O que é proteção veicular?
Proteção veicular não é seguro. Ela funciona com base no mutualismo. Em vez de uma empresa assumir o risco e garantir a indenização com capital próprio, um grupo de associados divide os prejuízos.
Todos pagam mensalidade. Quando o veículo sofre roubo, furto ou colisão, o dinheiro sai de um fundo formado pelas contribuições do próprio grupo. Não existe seguradora com reserva técnica obrigatória garantindo o pagamento.
Essa diferença estrutural muda tudo. No seguro tradicional, há exigência de capital mínimo e provisões financeiras. Na proteção veicular, o pagamento depende da saúde financeira do fundo coletivo.
O que mudou com a Lei Complementar 213/2025?
Sai a bagunça total, entra um mínimo de regra
Durante muito tempo, a proteção veicular funcionou quase como um “clube do carro”. Um grupo de pessoas se juntava, cada uma pagava uma mensalidade e, se alguém tivesse problema com o........
