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Open finance está achando o dinheiro que sempre existiu, mas você nem via

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22.01.2026

Por Alexia Diniz

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Você já tentou explicar quanto ganha e percebeu que isso não cabia em um formulário?

Primeiro, porque nem toda renda vem de salário fixo. Depois, porque muita gente trabalha fora do modelo tradicional. Por fim, porque o sistema financeiro ainda foi desenhado para outro Brasil.

Esse descompasso afeta milhões de pessoas. Não por falta de renda, mas por falta de visibilidade.

O Brasil tem hoje mais de 40 milhões de trabalhadores informais, segundo o IBGE. Isso representa quase 40% da força de trabalho do país.

Esse grupo inclui motoristas de aplicativo, freelancers, autônomos, vendedores online e pessoas que combinam várias fontes de renda.

Eles ganham dinheiro, pagam contas e sustentam a economia. Só não aparecem direito quando pedem crédito.

Sem holerite ou vínculo formal, o risco percebido aumenta automaticamente. O sistema fica desconfiado.

Essa desconfiança vira juros mais altos, limites menores ou crédito negado. Não porque a pessoa não paga, mas porque não “prova” do jeito esperado.

No fim, quem trabalha fora do padrão acaba pagando mais caro para acessar o básico.

Existe uma narrativa confortável de que o problema do crédito no Brasil é a inadimplência.

Mas, na prática, muitos trabalhadores informais têm fluxo de caixa previsível. O dinheiro entra, as contas são pagas e o padrão se repete mês após mês.

A renda existe. O que falta é um sistema capaz de enxergar essa realidade sem pedir um holerite que nunca vai chegar.

Open Finance é um sistema que permite ao próprio consumidor autorizar o compartilhamento de seus dados financeiros entre instituições.

Na prática, bancos e fintechs passam a analisar o que realmente acontece na conta. Entradas de renda, frequência de recebimentos e comportamento financeiro. Tudo só acontece com consentimento do usuário, que decide quais dados compartilhar, por quanto tempo e com quem.

No Brasil, o Open Finance começou a ser implementado em 2021, sob coordenação do Banco Central. Ele faz parte do mesmo movimento que trouxe o Pix e busca aumentar a concorrência, reduzir custos e melhorar a oferta de crédito. Hoje, envolve bancos tradicionais, fintechs, cooperativas e plataformas de tecnologia financeira.

Um dos........

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