A essência e o palito
O palito de dente nunca me fez falta. Aliás, palito e osso de galinha para entrar é fácil. Para sair, uma tragédia. Nesse mundo complexo, o que não pode passar batido é o essencial. Outro dia, fui ao jogo do Galo contra o Palmeiras. Essencial, não! Mas sempre a mesma lógica: VARmeiras e o VARmengo serão sempre os adversários a serem batidos.
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O essencial, na realidade, é a percepção verdadeira de que, neste exato segundo, estamos vivendo o melhor de nossas vidas. O que foi, foi. O que está, está. O que será, não sei se será. A criança experimenta o mundo. Entra no mar onde não vê os próprios pés. Mas entra e sente o sabor do sal nos lábios. Inesquecível. Sempre voltará para abraçar as ondas. Essência eternizada.
Sobre o que escreverei amanhã?!
O morcego e a saúde única
Pois bem, caro (a) leitor (a), vou lhe confessar uma coisa: passei metade da vida procurando o essencial nas veredas erradas. Procurava-o nos livros de medicina, como se a essência da vida pudesse ser encontrada num tratado de patologia. Que ilusão magnífica! Que equívoco bem-intencionado!
O essencial, descobri tarde – e ainda bem que não foi tarde demais –, mora justamente onde menos se espera: no intervalo entre um suspiro e outro, na vírgula malandra que separa o sim do não, no espaço exíguo entre o que dizemos e o silêncio.
Meu consultório, ao longo dos anos, virou confessionário. Ali, entre o estetoscópio e a prancheta, ouvi mais........
