Senado, a mãe de todas as guerras
Para além da sucessão presidencial e eleições estaduais, o Brasil está engalfinhado em duas grandes guerras que definirão o caminho – ou descaminhos – do poder a partir de 2027. A primeira no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF). É travada entre o ministro André Mendonça, indicado ao cargo por Jair Bolsonaro (PL) e o ministro Alexandre de Moraes, nomeado por Michel Temer (MDB). Vice-presidente do STF, Moraes foi relator do processo que condenou por tentativa de golpe de estado oficiais-generais, oficiais superiores e o próprio ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, neste momento cumprindo pena de 27 anos em prisão domiciliar.
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Quem dará as cartas no STF, eis uma pergunta que importa. Atualmente, a depender da temática, Moraes reúne apoio de sete ministros. Sobretudo em questões envolvendo soberania, a tentativa de golpe de estado, desvios de emendas parlamentares, reações institucionais pelo enfrentamento de grupos ao Poder Judiciário, que, em todo o mundo, é alvo preferencial da alt-right.
Mas o próximo presidente eleito terá três indicações. A primeira será para a vaga aberta pela antecipação da aposentadoria de Luís Roberto Barroso, não preenchida com a negativa do Senado em chancelar a indicação de Lula em 29 de abril. O ministro Luiz Fux sairá em 2028 e, em 2029, a ministra Cármen Lúcia completará 75 anos. Quem preencherá a cadeira do ministro Gilmar Mendes, que alcançará a aposentadoria compulsória em dezembro de 2030? Tecnicamente, a prerrogativa constitucional de indicação é integralmente do presidente eleito em 2026. A incerteza é política. Gilmar sairá alguns meses antes? O Senado daquela legislatura........
