Dois possíveis caminhos do PT em Minas
O campo das incertezas do PT para a definição de sua chapa majoritária em Minas se estreita. Em meio às muitas indefinições, está acertada a candidatura da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT) ao Senado Federal, legitimada pelos grupos de trabalho eleitoral de Minas e nacional. Marília lidera as pesquisas de intenção de voto ao Senado, eleição considerada muito importante para o PT, não apenas porque no plano nacional, fortaleceria eventual base de sustentação de um futuro governo Lula, caso reeleito.
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Do ponto de vista simbólico, a candidatura de Marília Campos também sinaliza para a chance de Minas eleger uma mulher, o que em 200 anos de Senado Federal ocorreu apenas uma vez, com Junia Marise (1991-1999). Entre maio de 1996 e abril de 1998, Regina Assumpção também assumiu uma cadeira das três cadeiras de Minas no Senado. Ela era suplente do então senador Arlindo Porto, então nomeado para o ministério da Agricultura do governo de Fernando Henrique Cardoso.
Se ainda há, no PT, algumas lideranças que defendem que Marília concorra ao Palácio Tiradentes, contra essa tese, há igualmente que se considerar a perspectiva de foro íntimo: desde que se desincompatibilizou da Prefeitura de Contagem, Marília Campos anunciou que concorrer ao governo de Minas não está, em hipótese alguma, em seu projeto político deste momento. Insistir nisso é expor o PT – já enfraquecido no estado – ao duplo risco. O primeiro: sem Marília,........
