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Do manicômio ao divã

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01.09.2026

O mal-estar que ronda quase a metade do eleitorado brasileiro, que não tem na alternativa Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) a sua primeira opção de voto – e sem dar sinais de comprar as candidaturas de Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) – segue em busca de uma válvula de escape. São 53% aqueles que se declaram “lulistas convictos” (25%) e “bolsonaristas convictos” (28%), segundo a mais recente BTG Pactual/Nexus, realizada por telefone entre os dias 28 e 30 de agosto. Mas para 47% o posicionamento em relação ao pleito presidencial apresenta várias nuances: não têm em Lula ou em Bolsonaro a sua primeira escolha de voto – 5% e 7% respectivamente. A esses se somam 20% não polarizados – que não se engajam nem com o antilulismo nem com o antibolsonarismo, 9% rejeitam os dois polos e 6% não se posicionam.

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Exceção ao seu minuto adicional de fama nas redes, quando Gilmar Mendes resolveu lhe dar um empurrãozinho, Zema ainda não exibiu potencial de persuasão. Não colou. Caiado viveu o seu momento de expectativa, entusiasmando o agronegócio e alguns segmentos dos setores produtivos, mas tampouco exibiu, até aqui, alavancagem. Renan Santos segue sonhando que a sua “assombrosa agressividade” o elevará à condição de porta-voz do político antissistêmico.

Mas o movimento que registra eleitor que não tem em Lula nem em Flávio Bolsonaro a sua primeira opção é emblemático: o........

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