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Essa dor não é minha

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26.03.2026

No consultório, observo com frequência o quanto muitas pessoas tentam carregar dores que não lhes pertencem. A dor do pai, da mãe, do filho, do parceiro, do amigo, do colega de trabalho. Em nome do amor, do cuidado, da lealdade ou até da necessidade de serem aceitas e validadas, assumem pesos que não podem sustentar, por mais boa vontade que tenham. E é justamente aí que mora um dos grandes enganos das relações: querer se responsabilizar pelo outro naquilo que só o outro pode viver.

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Existe uma diferença importante entre acolher e carregar. Acolher é estar presente, oferecer escuta, apoio e afeto. Carregar é tentar resolver a vida do outro, assumir responsabilidades que não são suas, sofrer no lugar dele e, muitas vezes, abandonar a própria vida nesse movimento. Quando estou excessivamente preocupado com a vida do outro, talvez seja importante me perguntar: o que estou deixando de olhar em mim? O que estou tentando conquistar ao me responsabilizar demais? Amor, reconhecimento, pertencimento, aprovação?

Quando educar deixou de ser intuitivo

Não leve tudo a ferro e fogo, desenvolva sua escuta........

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