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Opinião | O mundo está virando rapidamente um laboratório de ideias extremistas. O Ocidente fracassou?

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17.02.2026

Greg Bovino, o filho de imigrantes que se tornou a face pública das deportações de Trump

Agente da Patrulha de Fronteira ganho protagonismo em batidas e protestos em cidades de maioria democrata. Crédito: Estadão

Reconstruir o mundo em 1945 não foi uma tarefa fácil.

Quando diplomatas se reuniram para erguer, do zero, a última ordem internacional, trouxeram à mesa duas guerras mundiais em três décadas, mais de 80 milhões de mortos e o colapso da cooperação econômica mundial.

Para piorar, eles também entendiam que a experiência do período entreguerras havia sido um desastre absoluto. O comércio, que representava 17% do PIB mundial em 1913, havia despencado para 6% em 1938. As tarifas explodiram após os republicanos aprovarem a Lei Tarifária de 1930, nos Estados Unidos, conhecida como Lei Smoot-Hawley. O mundo estava menos integrado e perigosamente mais sujeito a projetos políticos autoritários.

Para não repetir esses erros, a aposta desses homens, em 1945, foi simples, mas revolucionária: submeter as relações internacionais a regras previsíveis, criar instituições multilaterais para arbitrar as disputas entre os países, e tornar a guerra economicamente irracional através da integração profunda das economias.

Tudo isso funcionou melhor do que qualquer alternativa conhecida. Se um viajante do tempo contasse, em 1945, o que aconteceria nas sete décadas seguintes, poucas pessoas acreditariam.

A riqueza mundial aumentou cinco vezes nesse período. A expectativa de vida saiu dos 46 anos, em 1950, para os atuais 73 anos (parte disso porque 1 em cada 4 recém-nascidos morria antes dos 15 anos em 1950; hoje esse número é de 1 em 25).

A alfabetização no mundo saiu dos 36% para os 87%. Crianças e adolescentes hoje passam muito mais tempo em sala de aula. O consumo de água potável cresceu exponencialmente – assim como........

© Estadão