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A verdadeira estrela e os melhores presentes

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05.01.2026

 


 

Numa pequena aldeia da Beira Alta, nas fraldas da Serra da Estrela, o inverno tinha chegado com os seus rigores: primeiro, chuva e vento; depois, neve e frio. Recolhidas nos seus aposentos, as pessoas falavam em voz baixa para não acordar a serra nem o Menino que, no presépio, dormia sereno e tranquilo. Por isso, o silêncio ouvia-se ao longe e ao perto, recortado apenas por chocalhos de rebanhos que recolhiam aos seus estábulos. O ar era gélido e a noite apressava-se a lançar o seu manto sobre a serra e suas imediações.

O Natal já tinha passado e aquela era uma noite diferente: os Magos estavam a chegar a Belém, guiados por uma estrela, e levavam presentes para o Menino que, por esses dias, havia nascido: ouro, incenso e mirra, reconhecendo a sua realeza, divindade e humanidade. 

Vivia nessa aldeia um menino vivo e perspicaz, chamado Vicente. Tinha presenciado, por esses dias, um momento mágico: um padre vindo de longe, amigo dos seus pais, aí se deslocara para benzer a sua casa, há uns tempos restaurada. A saborear esse momento, alimentava a esperança de que algo ainda mais especial poderia estar para acontecer: uma das estrelas do céu haveria de iluminar o caminho dos Magos até ao seu presépio. Afinal, o seu irmão chama-se Salvador e, por........

© Diário do Minho