O futuro industrial escreve-se também a partir do Minho
A recente carta do Primeiro-Ministro Luís Montenegro à Comissão Europeia, centrada na necessidade de assegurar uma transição industrial compatível com a competitividade europeia, abre um debate que em Portugal continua, demasiadas vezes, a ser conduzido a partir de uma lógica centralizada, distante das realidades territoriais que, em última análise, irão suportar essa transformação.
Num momento em que a União Europeia reforça instrumentos como o EU Emissions Trading System, atribuindo um custo crescente às emissões e acelerando a transformação dos processos produtivos, é cada vez mais evidente que a descarbonização não se esgota numa agenda ambiental, mas traduz uma reconfiguração profunda da economia europeia. O que permanece menos claro, porém, é a forma como essa transformação se distribui no território e quem, concretamente, dela beneficia.
É neste ponto que o Minho surge com enorme relevância. Região historicamente marcada por uma forte tradição industrial, por uma cultura de trabalho enraizada e por uma rede empresarial resiliente, o Minho reúne características que o colocam numa posição singular para participar ativamente neste novo ciclo........
