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“Trânsfuga” d’ocasião

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16.02.2026

Nos meus tempos de estudante do 1º Curso Noturno no Liceu Sá de Miranda, da nossa Cidade dos Arcebispos, em 1973, (após ter cumprido o ‘serviço militar obrigatório’), éramos quase todos adultos. Recordo-me de ter visto nos primeiros dias que se seguiram ao 25ABR74 alguns alunos a envolverem-se na dialética política, sem nunca lhes ter conhecido qualquer tendência para tal. Em tempo letivo, sucediam-se os plenários e a contestação por força da liberdade de opinião conquistada. Começando a aparecer os filiados em Partidos políticos, uns mais politizados e outros nem por isso. Mas cada qual puxando a brasa à sua sardinha, isto é, cor política. 

De entre essa gente havia um colega alegre e tagarela, o Ribeiro da Silva, casado, com filhos e que se filiara no Partido Socialista (PS), sendo não só um arreigado defensor de tal ideologia, como pregador das suas virtudes. Até que, numa das aulas, apareceu na turma de emblema do Partido Social Democrata (PSD) espetado na lapela do casaco, o que........

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