IA, agora com mãos na massa e pés no chão!
Imagine uma equipa de engenheiros a entrar na sua empresa numa segunda-feira de manhã. Sentam-se ao lado da sua equipa, abrem os portáteis e ficam ali cerca de mês e meio, a construir com os seus dados, nos seus processos e dentro das suas regras. Têm contrato assinado, um objetivo de negócio acordado e um preço fixo por esse resultado. Quando saem, deixam o sistema a funcionar e a sua gente a saber mexer nele.
É exatamente o que a Amazon começou a fazer a 30 de junho.
Nesse dia, a AWS anunciou mil milhões de dólares para criar uma unidade chamada Forward Deployed Engineering, com milhares de engenheiros a trabalhar dentro das instalações dos clientes, em equipas de cinco ou seis pessoas e em ciclos de 45 dias. Dois dias depois, a Microsoft respondeu com 2,5 mil milhões e a Frontier Company, cerca de seis mil engenheiros, consultores e especialistas de indústria, para fazer o mesmo. A OpenAI e a Anthropic tinham lançado unidades semelhantes em maio. O modelo nem é novo, a Palantir usa-o há mais de uma década, mas nunca ninguém lhe deu esta escala. Na verdade, não é mais nem menos do que aquilo que sempre se fez, ao longo das últimas décadas, na implementação de sistemas de informação nas empresas.
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