Pequim joga xadrez e a Europa assiste
Nas últimas semanas, vimos Pequim a jogar xadrez com aquelas que foram as duas maiores potências do século XX. Se os Estados Unidos continuam a ser a maior potência mundial, a Rússia é claramente subalterna à visão chinesa e apenas mantém lugar à mesa devido ao seu potencial nuclear. Pequim demonstrou que, perante a bazófia de um populista, a estratégia silenciosa consegue derrotar narrativas inteiras apenas com a saída de Putin do avião, desmontando muitas das afirmações de vitória que os Estados Unidos tentaram construir após a visita à China.
É importante referir que trocaria sempre a bazófia de Donald Trump, porque existe num país livre, pela inteligência chinesa que opera dentro de um regime totalitário. No entanto, o objetivo não é discutir se estamos ou não a assistir à queda dos Estados Unidos da América enquanto principal protagonista do xadrez político mundial. A pergunta que nós, europeus, devemos........
