Revitalizar as relações
No último artigo, sublinhei a importância e a urgência de revitalizar as relações entre os cristãos para testemunhar o Ressuscitado. A Páscoa exige-o e o Sínodo dos Bispos sublinhou-o. Na verdade, o Documento Final começou por referir a prioridade da conversão (Cap. I) como chamamento do Espírito e a sua incidência nas relações (Cap. II). Emergiu o apelo a uma Igreja mais capaz de alimentar as relações: com o Senhor, entre homens e mulheres, nas famílias, nas comunidades, entre os cristãos, entre grupos sociais, entre religiões e com a criação (DF 50). A qualidade evangélica das relações comunitárias é decisiva para o testemunho que o Povo de Deus é chamado a atuar na história. Para ser uma Igreja sinodal, é necessária, portanto, uma verdadeira conversão relacional. Temos de reaprender com o Evangelho que o cuidado das relações não é uma estratégia ou um instrumento para uma maior eficácia organizacional, mas é o modo como Deus Pai se revelou em Jesus e no Espírito (DF 50).
A hora do Espírito que estamos a viver na Igreja e a brasa que o Sínodo pode oferecer passam pela aceitação desta tradicional........
