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A noite branca que ilumina

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10.09.2026

O Largo Carlos Amarante encheu-se de luz, música e movimento com Braga, a Memória que Ilumina o Futuro. A frase usada pelo Município podia ser mera fórmula feliz de comunicação cultural. Mas quem passou por ali, durante a Noite Branca, percebeu que havia nela tudo de verdadeiro. Não se tratou apenas de iluminar fachadas. Tratou-se de fazer a cidade respirar diante dos nossos olhos.

A grande inovação deste ano foi precisamente essa: transformar o património em presença viva. O espetáculo apresentado nesse Largo não usou a tecnologia como adorno, mas como linguagem. A luz não cobriu a cidade; revelou-a. A música não serviu de fundo; deu-lhe corpo. O movimento não distraiu da memória; libertou-a da imobilidade.

Houve um momento particularmente belo: a incidência luminosa sobre a Igreja de São Marcos. Na fachada da Igreja de São Marcos, o apostolado esculpido – e os demais santos que guardam a pedra bracarense – pareceu abandonar por instantes a solenidade da balaustrada para entrar na dança da luz. As figuras sagradas, habitualmente imóveis e silenciosas, ganharam leveza. Pareciam voar.........

© Diário do Minho