Em Liturgia, nada mais solene que o simples (9)
A Liturgia exige que lhe concedamos todo o espaço e tempo de que necessita. «Deixemos à Palavra, à oração, às melodias, aos raios de luz e ao incenso, o tempo e o espaço de que necessitam para ascenderem à abside e voltarem ao nártex (espaço entre a porta e o para-vento); o tempo e o espaço para tocarem Deus, depois de terem tocado o homem, o tempo e o espaço para irem e voltarem. Toda a liturgia se contém neste vaivém, neste espaço, nesta respiração. Neste interstício por onde se aproximam os anjos. Concedamos-lhes tempo e espaço; eles concelebram connosco, como nos assegura sem cessar a tradição litúrgica». (La Belleza de la Liturgia, já citado em textos anteriores, p. 91, citando Orígenes)
Trévedy insiste: «Em Liturgia, devemos deixar respirar as coisas entre Deus e nós, mas também entre nós. Concedamos a Deus a oportunidade de nos alcançar e demo-nos também a nós próprios a oportunidade de o alcançar a Ele mediante a escada de duplo sentido das palavras, dos gestos e dos signos da nossa humanidade perpassada pelo fogo do Amor pascal que é o que nos solidifica e nos vincula firmemente uns com os outros. A grande e verdadeira Liturgia, isenta de qualquer forma de teatralidade como de qualquer ostentação de pobreza, atua da maneira mais simples: consiste........
