Eleições sem dilema
Aproximam-se as eleições presidenciais, com a segunda volta a realizar-se a 8 de fevereiro. Os dois contendores, António José Seguro e André Ventura, facilitando a escolha dos eleitores, propõem-se assumir o cargo de forma claramente divergente.
Se um, Ventura, promete ser um presidente interventivo – intrusivo será um adjetivo mais adequado – esticando o que a Constituição estipula para os presidentes presidenciais, o outro, Seguro, reconhecendo os limites dos poderes presidenciais, promete ser um presidente vigilante, mas num quadro de “moderação”, a palavra fetiche do seu discurso.
Naturalmente, ambos os candidatos enfatizam o propósito de serviço público como marca da sua candidatura. Para lá disso, sobrevêm as diferenças, muitas.
Ventura, ao longo da sua trajetória política tem insinuado algumas vezes, com ousadia e desplante, que o seu ativismo tem marca messiânica, decorre também de um imperativo da sua religiosidade católica. Diversas figuras ou personalidades católicas desqualificam, todavia, esta pretensa representatividade católica ou cristã de Ventura.
Seguro tem dissociado a sua religiosidade........
