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O Meu Tio Benjamim, a Televisão e o Padre

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28.06.2026

O Meu Tio Benjamim, a Televisão e o Padre

Se bem me lembro, como dizia o “outro”, o meu tio Benjamim, irmão da minha avó Filomena, uma dama, e uma seda de senhora, era um autêntico galã. Não do cinema mudo, pois já não era esse o tempo, mas um cavalheiro com ar distinto, apesar de viver numa recôndita, mas altaneira aldeia, nos meus tempo se menino e moço. 

Era um homem muito à frente, distinto, que se distinguia, porque era pessoa de saber com havia outro mundo para lá das serra e do rio Douro que, cá em baixo, depois de lambiscar as margens da Régua, seguia com os afluentes encavalitados até ao mar, lá longe, no Porto, onde as lampejos da civilização possível se iam fazendo sentir. 

Filho do meu destemperado bisavô, Zé do Genésio, homem que nunca soube o que é escorrer suor sobre as novidades a brotar e a tratar, porque tinha mais com que se entreter com os comparsas de ramboia, cedo teve de se fazer à vida para ganhar sustento. 

Liminarmente, recusou a vida de se vergar a cultivar leiras e vinhedos, num árduo trabalho por pouco dinheiro e estabeleceu-se como comerciante na pequena aldeia, pressentido que o universal pode e........

© Diário de Trás-os-Montes