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A ilusão do controlo. O Nobel da Economia é um ‘penso rápido’ para uma teimosia política

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14.10.2026

O Prémio Nobel da Economia deste ano, atribuído a Robert E. Hall e Michael Woodford, traz à luz um paradoxo que só existe porque o poder não se consegue, por natureza, limitar. E quem sofre com isso são as populações. Sempre.

A Academia laureou estes académicos por terem construído a ponte matemática entre a micro e a macroeconomia, reconhecendo nas fórmulas uma verdade que o bom senso – que pouco existe hoje nas escolas, nas bancadas das faculdades e nas redações – diria ser inegável: a economia real funciona de "baixo para cima", de quem compra e vende, inova, produz mais-valia e consome.

Só que o objetivo premiado foi fornecer um manual de instruções refinado para que os bancos centrais continuem a tentar gerir o sistema de "cima para baixo", como andam a fazer há mais de um século, criando ciclos de expansão e retração sem fim (dizendo-nos que é inevitável e esquecendo, convenientemente, que foram essas intervenções que criaram a escala e a frequência dos ciclos modernos de 'boom and bust', como apontam tantos economistas).

Dito de outra forma: por um lado, ainda que atribuído a autores neokeynesianos, o prémio valida a já velha, mas pouco aplicada, premissa da Escola Austríaca do pensamento económico de que não se podem ignorar as decisões........

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